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Mostrando postagens de janeiro, 2012

NATAL MEIRA BARROS: O JOVEM REVOLUCIONÁRIO PIRACICABANO MORTO EM COMBATE

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NATAL MEIRA BARROS Na manhã de 27 de agosto de 1932, Natal Meira Barros, voluntário do 2º Batalhão dos Funcionários Públicos, estava ocupando, com outros elementos do mesmo batalhão, uma trincheira na Frente Norte, setor de Pinheiros, quando recebeu ordem de buscar numa trincheira próxima um pau para barraca. Cumprindo ordem, com mais três rapazes, tomou ele um caminho que passava atrás de um bambual, de maneira a ficar oculto às vistas do adversário. Não lhe valeu a prudência. Uma bala partida de uma posição ocupada pela polícia pernambucana, alcançou-o mesmo através do bambual, ferindo-o gravemente no pescoço. Recolhido ao Hospital de Sangue de Cruzeiro, não resistiu à grave hemorragia produzida pelo ferimento. Seu corpo está sepultado em sua terra natal. Dados Biográficos: Nascido em Piracicaba a 25 de Dezembro de 1914, filho do Sr. Josué Meira Barros e de d. Bianca Buldrini de Barros, Natal era uma moço forte, esportista dedicado e exercia sua atividade no comércio. Era solteiro e ...

AS INTELECTUAIS E EX-COMBATENTES HEROÍNAS PIRACICABANAS MATHILDE BRASILIENSE E ANNA SILVEIRA PEDREIRA

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Mathilde Brasiliense de Almeida Bessa A Professora Mathilde Brasiliense de Almeida Bessa foi a primeira ocupante da cadeira número 3 desta Academia. Também piracicabana, foi aluna do Maestro Fabiano Rodrigues Lozano, que teve influência determinante na sua carreira profissional. Assim, ao participar da fundação da academia foi natural que escolhesse o querido mestre como patrono da cadeira que ocupou. Sua atividade como professora voltou-se principalmente à pedagogia e à psicologia aplicadas ao ensino da música. Sua vida, antes e depois de se aposentar, foi dedicada à música. Ou seja, uma existência inteira a serviço de uma arte que influenciaria muitas gerações de jovens estudantes. Os estudos de Mathilde Brasiliense estiveram sempre no campo da educação. Em 1918 formou-se como professora pela Escola Normal de Piracicaba. Era uma turma numerosa, com setenta e nove alunas, que seriam responsáveis pela educação escolar de muitos brasileiros. A exemplo do nosso patrono, Mathilde Brasili...

A REVOLUCIONÁRIA E PRIMEIRA HISTORIADORA PIRACICABANA - "DONA MARIINHA"

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MARIA CELESTINA TEIXEIRA MENDES TORRES   Maria Celestina Teixeira Mendes Torres , nasceu em Piracicaba, em 18 de julho de 1910. Filha do engenheiro piracicabano Dr. Octávio Teixeira Mendes e dona Leonina Marques  Mendes. Seus irmãos: Maria Elisa Teixeira Mendes (Sinhá), Octavio Augusto Teixeira Mendes, Luiz Octavio (Zi), Maria Angela (Dada), Maria Antonieta, Pedro (Pitó), Maria Leonina (Nina), Theodemiro (Bibo), Maria José (Cujá), José Mariano Teixeira Mendes (Marianinho), Mariana, Marieta e Antonio José Teixeira Mendes (Tonzé). Formou-se Professora normalista pela Escola Normal de Piracicaba, exerceu o magistério em escolas rurais paulistas. Tornou-se professora primária comissionada junto à Faculdade de Filosofia, Ciências e letras da USP (Universidade de São Paulo), onde fez o curso de Geografia e História, entre 1935 e 1938, integrante da 2ª turma.                Maria Celestina nos anos 20  Maria Angela e Maria Celest...

PIRACICABA, UMA DAS FORÇAS DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA DE 1932

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A presença piracicabana na Revolução de 1932 é histórica  Foi o piracicabano  Francisco Morato   que, em 1931, lançou o manifesto "À Nação", rompendo com Getúlio Vargas, deflagrando o movimento constitucionalista comandado por São Paulo. No manifesto, aprendido pela polícia, o Dr. Morato expõe a situação de São Paulo, "rica e civilizada cidade da federação de ontem, hoje presa de guerra, amanhã toda desbaratada". Está preparado o terreno, a rebelião paulista se aproxima. Em 23 de maio de 1932, acontece a morte dos estudantes Miragaia, Márcio, Dráusio e Camargo (o MMDC). O tribuno Ibrahim Nobre pronuncia a sua poderosa oração que se tornará um clássico paulista: "Minha terra, minha pobre terra!" A revolução explode e, imediatamente, Piracicaba adere. Serão piracicabanos os mais aguerridos batalhões paulistas.              Pegando em armas  A pressão sobre Pedro de Toledo, que assumira o governo de São Pa...