DR OCTÁVIO TEIXEIRA MENDES - UM DOS HERÓIS DE 1932
DR. OCTAVIO TEIXEIRA MENDES: UM VERDADEIRO PIRACICABANO
Nascido no município de Piracicaba, SP, em 21 de março de 1882, Octávio formou-se em engenharia mecânica pela escola Politécnica da USP, lecionando na ESALQ – Piracicaba.
Membro de numerosa família com nove irmãos, Octávio casa-se em 1905 com Leonina Marques. Dessa união feliz nascem 14 filhos, dos quais a única viva é Mariinha. Com sacrifício e muito trabalho, Octávio consegue formar todos os filhos. Os filhos formam-se engenheiros Agrônomos e as filhas mulheres cursam a Escola Normal.
Octávio e d. Leonina
Com o estouro da Revolução constitucionalista de 32, Octávio Teixeira Mendes e mais cinco filhos alistam-se no batalhão Piracicabano. Eram muitas as dificuldades: Octávio já contava com 50 anos, possuía filhos e 120 alunos no conflito.
Octávio Teixeira Mendes 21/03/1882 - 26/10/1945 Leonina Marques Mendes 07/05/1883 - 16/04/1968 Casaram-se em São Paulo, em 24/12/1905 Octávio e Leonina Marques (Leona): | ||
Maria Elisa Teixeira Mendes (Sinhá), casada com Tufir Abrahão | 04/05/1906 | 04/05/1998 |
Octavio Augusto Teixeira Mendes | 21/06/1907 | 17/10/1988 |
Luiz Octavio (Zi), casado com Elisa Teixeira Mendes | 23/10/1908 | 14/09/1985 |
Maria Celestina (Mariinha), casada com Nelson Gonçalves Torres | 18/07/1910 | |
Maria Angela (Dada), casada com Manoel Gonçalves Torres | 14/09/1911 | 25/06/1976 |
Maria Antonieta, casada com Francisco Godoy | 31/12/1912 | 05/02/1999 |
Antonio José (Tonzé), casado com Gessy Juliano Dias | 13/02/1914 | 31/03/1993 |
Pedro (Pitó), casado com Irene de Campos Melo | 23/08/1915 | 06/07/1948 |
Maria Leonina (Nina), casada com Herbert Silveira Costa | 04/05/1917 | 22/09/1988 |
Theodemiro (Bibo), casado com Gertrudes Dias Ferraz, depois com | 22/01/1919 | 24/06/1986 |
Esther Teixeira Mendes, em 3ªas núpcias com Maria Helena Mônaco | ||
Maria José (Cujá), casada com Fábio de Paula Machado | 16/06/1920 | 20/01/1997 |
José Mariano Teixeira Mendes (Marianinho) | 16/11/1921 | 18/05/1922 |
Mariana, casada com Stanislau Jonasek, depois com Cyro Brasiliense | 06/08/1923 | 08/12/1984 |
Marieta, casada com Hélio José Scaranari | 31/07/1925 | 24/09/2009 |
Filhos de Octavio
As irmãs – Maria Angela, Maria Antonieta, Maria Celestina e o pai Octávio Teixeira Mendes
PIONEIRO DA INDÚSTRIA EM PIRACICABA: DR. OTAVIO TEIXEIRA MENDES
O pioneirismo industrial de Piracicaba foi marcante no início do Século XX.
Usinas: Teixeira Mendes antes de Dedini
Autoria: Cecílio Elias Netto
A nossa história registra com detalhes, na segunda metade do Século XX, a importância da produção industrial de equipamentos para a indústria sucro-alcooleira pelo Grupo Dedini, resultado da verdadeira revolução industrial provocada pela lucidez de Mário Dedini que, bem a propósito, recebeu o reconhecimento ao ser-lhe dado o qualificativo de "Contemporâneo da Posteridade".
No entanto, Piracicaba já produzira grandes peças para usinas na década de 1920. E a responsabilidade foi toda de um outro grande líder e visionário, a quem Mário Dedini muito recorreu: Octávio Teixeira Mendes. Ele e João Bottene são, infelizmente, personalidades que nossos escritores e escolas mantêm em penumbras inexplicáveis.
As Oficinas Teixeira Mendes, que trabalhavam com fundição de ferro e bronze, mecânica, carpintaria e veículos, segundo relata a historiadora Maria Celestina Teixeira Mendes, aceitaram, na década de 20, uma encomenda de uma usina de açúcar de Lorena, pertencente a Companhie Sucréries Brésiliénnes, a mesma que se tornou proprietária do Engenho Central. Tratava-se de uma peça de sete toneladas, que sustentava "três mancais da moenda" (Castelo - base para os mancais suportarem os rolos frisados esmagadores da cana) e que teria que ser importada da França para que a safra pudesse ser processada caso não pudesse ser produzida no Brasil.
Octávio Teixeira Mendes aceitou o desafio, mas, como sua fundição tivesse capacidade para apenas 1.600 quilos, alugou um local em São Paulo. A peça danificada foi enviada de Lorena a Piracicaba e aqui se fez um molde em madeira do que deveria ser fundido em ferro, o que acabou por ocorrer em São Paulo. O equipamento foi aprovado e a usina pôde, com ela, processar integralmente sua safra.
As oficinas Teixeira Mendes ainda responderam por outros grande serviços, como a reforma de duas locomotivas da Estrada de Ferro Sorocabana. Mas, na sua produção, também listavam-se itens menores, como ventiladores para porões, ferros de engomar para alfaiates, serras circulares, tornos mecânicos, panelas de alumínio. As oficinas localizavam-se em velhos edifícios e barracões da atual Rua Octávio Teixeira Mendes, atravessando a Rua Santa Cruz, nas proximidades da Escola de Música, onde se encontram poucas paredes remanescentes daquela época.
No entanto, Piracicaba já produzira grandes peças para usinas na década de 1920. E a responsabilidade foi toda de um outro grande líder e visionário, a quem Mário Dedini muito recorreu: Octávio Teixeira Mendes. Ele e João Bottene são, infelizmente, personalidades que nossos escritores e escolas mantêm em penumbras inexplicáveis.
As Oficinas Teixeira Mendes, que trabalhavam com fundição de ferro e bronze, mecânica, carpintaria e veículos, segundo relata a historiadora Maria Celestina Teixeira Mendes, aceitaram, na década de 20, uma encomenda de uma usina de açúcar de Lorena, pertencente a Companhie Sucréries Brésiliénnes, a mesma que se tornou proprietária do Engenho Central. Tratava-se de uma peça de sete toneladas, que sustentava "três mancais da moenda" (Castelo - base para os mancais suportarem os rolos frisados esmagadores da cana) e que teria que ser importada da França para que a safra pudesse ser processada caso não pudesse ser produzida no Brasil.
Octávio Teixeira Mendes aceitou o desafio, mas, como sua fundição tivesse capacidade para apenas 1.600 quilos, alugou um local em São Paulo. A peça danificada foi enviada de Lorena a Piracicaba e aqui se fez um molde em madeira do que deveria ser fundido em ferro, o que acabou por ocorrer em São Paulo. O equipamento foi aprovado e a usina pôde, com ela, processar integralmente sua safra.
As oficinas Teixeira Mendes ainda responderam por outros grande serviços, como a reforma de duas locomotivas da Estrada de Ferro Sorocabana. Mas, na sua produção, também listavam-se itens menores, como ventiladores para porões, ferros de engomar para alfaiates, serras circulares, tornos mecânicos, panelas de alumínio. As oficinas localizavam-se em velhos edifícios e barracões da atual Rua Octávio Teixeira Mendes, atravessando a Rua Santa Cruz, nas proximidades da Escola de Música, onde se encontram poucas paredes remanescentes daquela época.
NA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA
No dia 9 de julho, nos portões do Palácio dos Campos Elíseos, na Avenida Rio Branco, o povo se aglomerava. Pedro de Toledo, com lágrimas nos olhos, falou: "Eu fico com São Paulo". Está iniciada a revolução.
Em Piracicaba, a reação é imediata. No Hotel Rex, em São Paulo, Fernando Febeliano da Costa e Otávio Teixeira Mendes tinham-se reunido para preparar Piracicaba para a revolta.
Em Piracicaba, a reação é imediata. No Hotel Rex, em São Paulo, Fernando Febeliano da Costa e Otávio Teixeira Mendes tinham-se reunido para preparar Piracicaba para a revolta.
Com o estouro da Revolução constitucionalista de 32, Octávio Teixeira Mendes e mais cinco filhos alistam-se no batalhão Piracicabano. Eram muitas as dificuldades: Octávio já contava com 50 anos, possuía filhos e 120 alunos no conflito.
Octávio Teixeira Mendes aparece à direita, encostado no Jipe durante a Revolução de 1932.
Porém, os acontecimentos ocorridos a partir do início da revolução fizeram os paulistas ficarem ilhados dentro de seu território, combatendo isolados em lutas defensivas. De invasores, os paulistas passaram a invadidos pelas tropas federais de Vargas. As deficiências eram tantas, que os paulistas tiveram que improvisar algumas “armas” digamos, alternativas e bem curiosas.
Inventor por natureza, Octávio pensa em criar algum aparato que pudesse ter utilidade no conflito. Cria um dispositivo que simula o ruído de uma rajada de balas de metralhadora e o batiza de Catraca. Rapidamente o simulacro ganha fama sendo conhecido impropriamente como Matraca.
A Matraca, por exemplo, era uma roda dentada com uma manivela que, quando girada em alta velocidade, fazia os dentes da roda rasparem em uma lâmina de aço. O grande ruído provocado: “tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, tá, simulava uma potente metralhadora disparando, e sugeria um suposto alto poder de fogo das tropas paulistas. Foi a partir da Matraca que surgiu a expressão atual que geralmente é dita a uma pessoa que fale demais: “Fecha essa matraca!”

A FAMOSA MATRACA
Octávio resiste à revolução, falecendo de câncer, em Piracicaba, aos 63 anos, dia 26 de outubro de 1945.
Créditos: Guilherme Andreolli Corrêa


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