A “Columna” Maldita
Edson Rontani Júnior, jornalista “Não somos nada disso que estão falando contra nós. Somos piracicabanos de coração”. Trecho de carta escrita há 89 anos por um piracicabano desconhecido durante a Revolução Constitucionalista de 1932, que ocorreu de 9 de julho a 2 de outubro daquele ano. Os piracicabanos, cerca de 600 voluntários que se alistaram em prol da uma nova Constituinte, eram tachados de mercenários. E, note, não apenas pelas forças opositoras – tropas federais comandadas pelo governo Getúlio Vargas -, mas como também por outros batalhões e regimentos com os quais lutaram em conjunto. Piracicabanos que formaram o Regimento dos Funcionários Públicos ou o Batalhão Piracicabano foram descritos como implacáveis e sanguinários diante dos opositores. Estavam lá para fazer medo e matar. A história conta que cerca de 900 pessoas foram mortas durante o levante, mas não registra - pelos menos para nós, paulistas - quantos perderam a vida lutando contra São Paulo. Há ...